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Polícia Civil divulga informações sobre procedimentos que investigam atos criminosos do caso do Cão Orelha na Capital

Polícia Civil divulga informações sobre procedimentos que investigam atos criminosos do caso do Cão Orelha na Capital

Foto: PCSC

A Polícia Civil de Santa Catarina divulgou, nesta terça-feira (27), novas informações sobre a investigação do caso de maus-tratos contra o cão Orelha, ocorrido no início de janeiro na Praia Brava, em Florianópolis. O animal, que era um cão comunitário, sofreu agressões graves e morreu durante atendimento veterinário.

Após tomar conhecimento do caso, a Polícia Civil instaurou procedimentos para apurar os fatos e investigar outros possíveis crimes relacionados, que teriam sido praticados pelo mesmo grupo. Durante a investigação, surgiu a suspeita de envolvimento de adolescentes, o que levou à abertura de um procedimento pela Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (DEACLE).

Paralelamente, a Delegacia de Proteção Animal (DPA) instaurou inquérito para apurar a coação de testemunhas por familiares dos adolescentes investigados.

Na segunda-feira (26), a DPA e a DEACLE cumpriram mandados de busca e apreensão em residências dos suspeitos e de adultos envolvidos. Foram apreendidos celulares e outros equipamentos eletrônicos, que auxiliarão na investigação.

O inquérito conduzido pela DPA foi concluído e resultou no indiciamento de três familiares dos adolescentes, sendo um advogado e dois empresários, pelo crime de coação no curso do processo. O caso foi encaminhado ao Fórum.

A Polícia Civil informou que ouviu mais de 20 pessoas e analisou centenas de horas de imagens de câmeras de monitoramento públicas e privadas. As investigações envolvendo os adolescentes seguem sob responsabilidade da DEACLE.

A instituição reforçou que não é permitida a divulgação de imagens ou nomes dos adolescentes investigados e reiterou seu compromisso com a apuração responsável dos fatos e com a defesa da causa animal.