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Ministério Público cobra providências sobre situação de residências em área de preservação permanente em Massaranduba

Ministério Público cobra providências sobre situação de residências em área de preservação permanente em Massaranduba

Foto: Divulgação/MPSC

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), através da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Guaramirim, emitiu uma recomendação para que o Município de Massaranduba tome providências sobre a situação de 25 residências construídas em uma área de preservação permanente (APP) na localidade Ribeirão Frieda. A recomendação do MPSC visa garantir a proteção do meio ambiente e o cumprimento das normas urbanísticas, assegurando o bem-estar da população e a preservação dos recursos naturais da região. 

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O documento estabelece um prazo de 10 dias para que o poder público local aponte as medidas a serem adotadas em relação às residências, informando se promoverá a regularização fundiária por meio da Reurb Social ou se fará a remoção das famílias e a demolição das edificações.   

Conforme consta no procedimento extrajudicial da 1ª Promotoria de Justiça, caso o Município opte pela regularização fundiária, a faixa sanitária mínima de cinco metros do curso hídrico deverá ser respeitada, desde que não haja risco à estrutura do imóvel. Além disso, o Município tem 60 dias para apresentar um cronograma de execução das medidas a serem adotadas até a total resolução do caso. Em um prazo de cinco dias, o Prefeito deve exercer seu poder de polícia e atuar preventivamente quanto às moradias em construção, fazendo cessar a expansão da ocupação em área de preservação permanente. 

A Promotora de Justiça Ana Carolina Ceriotti afirma que "a omissão quanto ao exercício de poder de polícia do ente municipal, que detém o encargo constitucional de defender a ordem urbanística e promover o adequado ordenamento territorial, também é suscetível de responsabilização". Ela enfatiza, ainda, que as construções irregulares em APPs comprometem a qualidade ambiental e violam direitos fundamentais como saúde, moradia e segurança. A administração municipal tem 10 dias para informar sobre o atendimento da recomendação.

A recomendação do MPSC foi fundamentada em diversas disposições legais e constitucionais e destaca a responsabilidade do Município em zelar pelo ordenamento territorial e pela preservação ambiental. O documento também menciona a decisão do Superior Tribunal de Justiça sobre a preservação de faixas ao longo de cursos d¿água naturais, mesmo em áreas urbanas consolidadas. 

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